Venda de imóveis usados cresce no Estado de SP

A venda de casas e apartamentos, com expansão de 9,4%, ajudou a marcar positivamente o mercado imobiliário, no inicio do ano. Os bons resultados apurados em janeiro sobre dezembro do ano passado “são indicativos de que não havia nesse momento pelo menos, especialmente no caso das vendas, uma onda generalizada de desconfiança quanto ao rumo da Economia”, avalia José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).

O Creci-SP constatou que o mercado começou bem 2014 em pesquisa feita com 1.223 imobiliárias de 37 cidades do estado, incluindo a capital. O número de casas e apartamentos usados vendidos foi 9,4% superior ao de dezembro. Os preços médios dos imóveis usados e aluguéis residenciais baixaram 4,2% em janeiro na comparação com dezembro, segundo o índice Crecisp, que considerou valores de venda e locação de 2.760 imóveis.

O presidente do Creci-SP não arrisca prognóstico sobre os resultados das pesquisas dos meses seguintes, em apuração, mas diz que a venda de mais imóveis usados em janeiro foi um sinalizador positivo para todo o mercado. "As famílias assumiram financiamentos de longo prazo como são os de imóveis porque acreditam que manterão seus empregos e que poderão honrar os financiamentos, o que é uma demonstração de confiança considerável quando se tem inflação batendo no teto da metade e dúvidas sobre o comportamento futuro de variáveis econômicas como investimento, câmbio, juros. Havendo financiamento, as pessoas têm um estímulo natural e forte a assumir esse crédito de longo prazo",  afirma Viana Neto.

Ele se refere ao fato de que bancos têm dinheiro para emprestar a quem está interessado na compra da casa própria, como afirmou o superintendente regional da Caixa Econômica Federal em São Paulo, Paulo José Galli, em palestra no Creci-SP, em abril. A CEF emprestou R$ 135 bilhões, em 2013, e a meta para este ano é chegar a R$ 153,3 bilhões.

Em janeiro, 58,23% dos imóveis vendidos no estado foram financiados, sendo 37,95% pela Caixa e 20,28% por outros bancos. As vendas à vista representaram 36,95% das vendas efetivadas pelas 1.223 imobiliárias pesquisadas. As vendas com pagamento a prazo (financiamento dos proprietários) foram 3,41% do total e as realizadas por meio de consórcio somaram 1,41%.

A ascensão e importância crescente do financiamento no desempenho do mercado de imóveis usados ficam claras quando se compara com janeiro de 2013. Naquele mês, somente 35,24% das unidades vendidas no estado foram financiadas pela Caixa e demais bancos. Dos imóveis vendidos em janeiro deste ano, 53% eram apartamentos e 46,99% eram casas. O índice estadual de vendas evoluiu de 0,3722 em dezembro para 0,4072 em janeiro. 

Houve crescimento das vendas em três das quatro regiões que compõem a pesquisa Creci-SP. Na comparação com dezembro, as vendas cresceram 36,05% no interior; 2,09% no litoral e 14,37% nas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco. Na capital, as vendas caíram 15,48%.

Os proprietários dos imóveis vendidos em janeiro no Estado de São Paulo concederam descontos médios de 8,1% nos imóveis situados em bairros da periferia das cidades, de 6,7% nos localizados em bairros centrais e de 8,2% nos de bairros nobres. Os imóveis mais vendidos em janeiro foram os de valor médio até R$ 300 mil, com 63,25% do total.

Na divisão das vendas por faixas de preço médio, três predominaram: até R$ 2.000 (20,92% do total vendido); de R$ 2.000,01 a R$ 3.000 (35,87%); e de R$ 3.000,01 a R$ 4.000 (20,11%). Essas três faixas somaram 76,9% das vendas de janeiro.

Fonte: Monitor Digital
 

 

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