Saiba por que o consórcio não vale a pena

Entender essa modalidade é a melhor maneira de fazer a escolha certa

Para você que está se questionando se consórcio vale a pena, a resposta é não. E nós vamos explicar o porquê. Apesar de parecer uma boa opção no primeiro momento, o consórcio imobiliário pode gerar mais custos e riscos que o financiamento tradicional.

Essa modalidade costuma ser procurada por quem não consegue poupar, mas deseja adquirir um imóvel. O consórcio é conhecido como um sistema pelo qual um grupo de pessoas forma um saldo comum. Por isso, esse sistema também é chamado de autofinanciamento.

Como funciona o consórcio de imóveis

Entender como funciona um consórcio é bastante simples — e identificar as suas desvantagens também. Nessa modalidade, um grupo de pessoas contribui mensalmente com uma quantia, como se fosse o pagamento de uma parcela.

Essa quantia não inclui juros, o que faz com o que a modalidade seja vista como econômica. No entanto, os participantes precisam pagar as taxas da administradora relativas à adesão, ao seguro e a uma reserva.

Diferentemente do que acontece nos financiamentos bancários, o autofinanciamento não libera o crédito de imediato. Na prática, o interessado só obtém o valor necessário para a compra quando é contemplado.

Todos os meses, os consórcios realizam assembleias para sortear ao menos um participante para receber a carta de crédito. Além disso, ainda há a possibilidade de dar lances, da mesma maneira que acontece em um leilão. Quem faz a maior oferta consegue o montante.

Quanto tempo até ser contemplado

Quando os participantes dão lances no consórcio imobiliário, eles estão adiantando as parcelas. Mesmo quando são contemplados, o pagamento deve ser feito até o final do prazo.

Caso o indivíduo não seja sorteado ou não seja contemplado no sorteio, ele precisará esperar. A regra é que ele terá a carta de crédito até o final do pagamento. Portanto, a compra do bem poderá ser feita em meses ou até anos.

Isso explica uma das maiores desvantagens do autofinanciamento. Para quem deseja comprar o imóvel o quanto antes, essa modalidade pode atrasar os planos. Como visto, a liberação antecipada do crédito depende, basicamente, de sorte e de altos lances.

Antes da contemplação

Quem mora de aluguel e opta por essa forma de comprar um imóvel tem mais um problema a enfrentar. Nesse tipo de situação, o indivíduo despende dinheiro duas vezes para a moradia: no pagamento das parcelas e na locação em si.

Quando esses valores são somados, o consórcio de imóvel — que a princípio até parece vantajoso — pode sair bem mais caro que o desejado. Também há a questão da ansiedade e pressa em comprar rapidamente o próprio imóvel, bastante comum em grande parte das pessoas.

Segurança do consórcio

No financiamento imobiliário comum, o risco é assumido pelo banco. Por isso, as instituições cobram taxas específicas, já pensando na possibilidade de haver inadimplência.

No consórcio, a segurança é garantida por todas as pessoas que participam do grupo. Desse modo, o ideal é que todos paguem em dia, para que as cartas de créditos possam ser concedidas conforme o combinado.

Para evitar problemas em situações de inadimplência, as empresas administradoras contam com um fundo de emergência. Apesar disso, essa reserva só suporta até determinado limite.

Regras do consórcio

Assim como qualquer outra modalidade de crédito, o consórcio possui normas que devem ser seguidas por todos. Por se tratar de um sistema coletivo, essas regras são ainda mais importantes, pois visam garantir os direitos de todos os participantes. Confira algumas:

  • Não pagamento das parcelas: a inadimplência de uma ou mais prestações pode impedir o participante de concorrer às contemplações. O direito volta a valer com a quitação das dívidas em aberto;
  • Contemplado sem condições de pagar: quem já tiver recebido a carta de crédito e não puder honrar o compromisso deve entrar em contato com a administradora. Em situações extremas de não pagamento, a empresa pode tomar o bem comprado para devolver o valor ao grupo,
  • FGTS: o fundo pode ser usado para pagar o saldo devedor ou ao oferecer um lance.

Comprovação de renda

Engana-se quem acredita que no consórcio não precisa comprovar renda. Na prática, o solicitante deve apresentar a maior parte dos documentos depois de receber a carta de crédito.

Ao entrar para o consórcio, a demonstração da renda não é exigida, pois o único risco da administradora é que o cliente deixe de pagar as parcelas. Por outro lado, a transferência de recursos só pode ser realizada depois de verificar que o solicitante tem condições de pagar o débito.

Financiamento ainda é a melhor opção

O financiamento continua sendo a melhor opção para a compra de um imóvel a médio e longo prazo. Mais segura e rápida, essa modalidade de crédito pode ser obtida por qualquer pessoa, desde que as parcelas caibam na renda familiar mensal.

Isso explica porque o financiamento tende a ser visto como mais burocrático que o consórcio. Na verdade, os bancos estabelecem mais procedimentos para verificar as condições financeiras do clientes e, assim, poder ajudá-lo da melhor maneira possível.

Afinal, de nada adianta se envolver em uma dívida mensal de R$ 3.000, sendo que só pode pagar R$ 1.500. Uma hora essa corda pode estourar e comprometer o orçamento.

As taxas cobradas pelas instituições financeiras são diferentes. Para compará-las de maneira prática e rápida, utilize a calculadora da Melhor Taxa. Se quiser saber mais detalhes sobre se o consórcio vale a pena e outros assuntos relacionados, entre em contato conosco. Nós podemos ajudar você a concretizar os seus planos!

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