Sabesp realiza ação em condomínios

Em plena crise hídrica, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) promoveu no início do mês uma ação de conscientização de moradores de condomínios sobre a importância de economizar água. A campanha Voluntários Guardiões da Água contou com 2.000 colaboradores da empresa, que saíram pelas ruas da Região Metropolitana, incluindo o Grande ABC, para incentivar o consumo consciente. Na região, a ação contou com 210 funcionários atuando nas cidades de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Deste total, 170 pessoas foram destacadas somente para percorrer os condomínios.

Em São Bernardo, duplas de voluntários passaram por 650 conjuntos. O síndico ou zelador do prédio era procurado para a distribuição de cartazes informativos, com dicas para economizar e um relatório sobre o gasto de água no último mês.

Conforme o superintendente da unidade de negócios Sul da Sabesp, Roberval Tavares de Souza, os condomínios foram a categoria que menos economizou desde o início do desconto em conta de água para os moradores do Grande ABC, em abril. “Total de 79% dos clientes reduziram o consumo de água e 21% não reduziram nada ou aumentaram. Na região temos 1.700 condomínios, sendo que a maioria não economizou. Acabamos tendo dificuldade com esse tipo de moradia, porque a conta não é individualizada.”

A síndica Silvia Regina Gomes, 49, participou da ação e já começou a fazer mudanças. “Coloquei avisos sobre economia de água nos elevadores, conversei com a faxineira para não lavar a área comum com mangueira e uma equipe passou nos apartamentos para ver se há vazamentos.”

“Como síndico sei a dificuldade de economizar em prédios. Conscientizar cada morador é complicado. Então é muito boa essa iniciativa de mandar equipes nesses locais para conversar com a gente”, destaca o síndico de outro edifício da cidade Claudio Nocetti, 72.

Além dos prédios, os colaboradores visitaram ainda três escolas de São Bernardo, uma de Diadema e uma de Ribeirão Pires, além do Poupatempo e do Terminal Ferrazópolis, ambos em São Bernardo.

CALCULADORA
Durante a ação, a Sabesp lançou o Programa Calculadora de Sonhos, ferramenta da internet (www.calculadoradesonhos.sabesp.com.br) onde o cliente calcula quanto dinheiro pode poupar com a economia de água. O responsável pelo condomínio ou residência coloca informações como o número do RGI (Registro Geral do Imóvel) e a leitura do hidrômetro impressa na conta. A partir daí é feito cálculo para ver se haverá desconto e em quanto tempo um sonho poderá ser realizado.

“Um exemplo é se os moradores querem uma churrasqueira para o prédio, é só juntos economizarem uma boa quantia no gasto de água”, explica a funcionária da Sabesp Nercy Bonato.

Volume útil de represas do Cantareira chega a zero
Responsáveis por 80% da capacidade máxima do Sistema Cantareira, as represas Jaguari-Jacareí, na região de Bragança Paulista, atingiram ontem o limite mínimo de captação de água por gravidade pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), ou seja, 0% do volume útil armazenado. Isso significa que, a partir de agora, a retirada de água dos dois principais reservatórios do Cantareira só pode ser feita por bombeamento do volume morto, represado abaixo do nível das comportas. A operação, ao custo de cerca de R$ 80 milhões, começou no dia 15 de maio.

As represas Jaguari-Jacareí possuem 104,3 bilhões de litros de reserva profunda. Consideradas o ‘coração’ do Cantareira, têm capacidade total para 1,04 trilhão de litros, dos quais 808 bilhões ficavam acima do nível das comportas e acabaram com a crise.

O Cantareira possui hoje 240,9 bilhões de litros, já considerando o volume morto e a quantidade de água que resta nos outros três reservatórios do sistema: Cachoeira, em Atibaia, Atibainha, em Nazaré Paulista, e Paiva Castro, em Mairiporã.

O volume disponível hoje representa 24,6% da capacidade do Cantareira. Na estimativa mais pessimista da Sabesp, a reserva pode acabar no dia 27 de outubro, um dia após o segundo turno da eleição. Sem considerar o volume morto, o nível atual estaria em 6%. (do Estadão Conteúdo) 

Fonte: http://www.dgabc.com.br/

 

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