Preços esfriam em bairros caros de SP e RJ

Preço do metro quadrado varia em bairros de São Paulo e Rio de Janeiro. O Bairro do Itaim, um dos mais elevados da capital paulista, está estabilizando. A procura de imóveis na região, no valor entre R$ 850 mil, R$ 1,5 milhão, com financiamento, tem desacelerado.

No Leblon, bairro carioca com o preço quadrado mais caro do país, o cenário está semelhante. Por lá, encontram-se imóveis para vender há mais de um ano. Procura reduzida impacta para a redução dos valores das unidades. Consumidores mais exigentes e seletivos, é outro motivo que está puxando o preço para baixo.

Segundo Fipezap, o metro quadrado do Leblon está valorizando menos que a inflação, segundo o Fipezap. De março do ano passado em relação ao mesmo período deste ano, a alta foi de 5%, abaixo dos 7,30% do Índice Geral de Preços-M (IGP-M), o que indica perda de valor real. Em 2012, a alta foi de 21%; em 2011, de 33%.

De acordo com Frederico Judice, da imobiliária Judice e Araujo Imóveis, “os compradores de imóveis na zona sul carioca têm conseguido descontos de 10% em relação ao preço pedido pelos vendedores, ante uma taxa histórica de 4%. E, segundo o corretor, essa flexibilidade tem se tornado a regra.”

“Em 2014 está mais forte e todo mundo seguindo na mesma direção. O mercado na maioria absoluta já entendeu essa realidade. O proprietário do imóvel está vendendo, mas não ao preço de seis meses, um ano atrás”, afirma.

Na média dos cinco bairros cariocas mais caros – Leblon, Ipanema, Lagoa, Gávea e Jardim Botânico –, os preços subiram 12% nos 12 meses encerrados em janeiro e 11% em fevereiro e março. Já na capital paulistana, a desaceleração do aumento dos cinco bairros com valor mais elevado foi de 15% em janeiro; 13% em fevereiro e março. Vila Nova Conceição, Jardim Paulistano, Vila Olímpia, Jardim Europa e Ibirapuera ocuparam o lugar do Itaim.

Fernando Sita, diretor geral de Terceiros da Coelho da Fonseca, desaponta tanto compradores que esperam queda generalizada dos preços nos bairros nobres, como proprietários que esperam conseguir mais do que seus imóveis valem.

“O mercado segue comprador. Eu tenho clientes [mas] para comprar produto no preço certo", diz Sita. "Essa acomodação de preços que o mercado teve desde o 2º semestre é boa. O comprador fica mais seguro de que pagará um preço correto", conclui.


Fonte: IG Economia

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