Em porcentagens, como organizar o orçamento pessoal?

Entender o próprio orçamento é o primeiro passo para se organizar financeiramente

O endividamento é uma das grandes preocupações dos brasileiros. De acordo com a Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cerca de 60% das famílias têm pendências financeiras. Para evitar esse tipo de situação, é necessário entender o próprio orçamento pessoal para controlá-lo.

Esse orçamento, na verdade, se refere ao comprometimento da renda de cada um. Na prática, isso significa o quanto do salário pode ficar restrito ao pagamento de despesas fixas, como moradia e transporte. O restante da renda pode ser alocado em lazer e demais gastos eventuais.

Orçamento pessoal dividido em porcentagem

Há alguns métodos que podem ajudar a dividir o orçamento e, consequentemente, a limitar os gastos desnecessários. De acordo com alguns especialistas, o ideal é gastar até 50% com contas fixas, 15% para investimentos a longo prazo e 35% para gastos relacionados com o estilo de vida, como viagens e academia.

Existe também outro grupo que defende que as despesas devem ser divididas em porções menores. Nesse caso, 55% seria para as despesas fixas, 10% para o lazer, 10% para o futuro, 10% para o crescimento pessoal e profissional, 10% para gastos pessoais ou supérfluos e 5% para presentes e caridade.

Limite do comprometimento de renda

No Brasil, há uma lei que determina que os financiamentos imobiliários só podem comprometer até 30% da renda do trabalhador. A regra foi criada para evitar que as dívidas dos clientes acumulem e virem uma gigantesca bola de neve.

Apesar da lei, muitos economistas sugerem utilizar o menos possível do orçamento financeiro para pagar despesas fixas. Em uma situação de emergência, o indivíduo pode precisar gastar mais do que imagina. Mas, se boa parte da renda estiver comprometida, isso pode gerar problemas.

Tipos de despesas

O orçamento pode ser dividido basicamente de duas formas: em despesas fixas e variáveis. As primeiras são aquelas que precisam ser pagas com frequência, como: moradia – seja aluguel, condomínio e/ou financiamento –; transporte; alimentação; contas da casa e estudos.

Por outro lado, as despesas variáveis, também chamadas de gastos invisíveis, envolvem custos que podem ser evitados, pois são dispensáveis. Eles incluem, por exemplo, a mensalidade da academia de alguém que não frequenta e a TV por assinatura, que quase ninguém da família assiste.

Quando alguém solicita um empréstimo do banco, como o próprio financiamento imobiliário, esse crédito passa a fazer parte das despesas fixas. Por isso, as instituições levam tanto em consideração a situação financeira do solicitante. Ele precisa mostrar que pode arcar com o compromisso firmado.

Como organizar o orçamento pessoal

O primeiro passo para organizar o orçamento pessoal é observar as entradas e saídas de dinheiro. Muitas vezes, o consumidor nem se dá conta dos gastos invisíveis que tem feito — e que podem fazer a diferença no final do mês.

Para facilitar, você pode contar com uma planilha financeira ou aplicativo. Nesses espaços, é possível categorizar os tipos de despesas e identificar o que pode ser cortado ou, ao menos, diminuído.

Depois de fazer isso, é possível estabelecer metas de economia. Está gastando muito ao comer fora de casa? Será que essa frequência não pode ser diminuída? Essas perguntas podem ser consideradas para todos os tipos de gastos.

Também vale a pena trocar algumas despesas por outras mais econômicas. O plano de internet, a TV por assinatura e a própria conta do banco podem ter versões mais baratas para quem utiliza menos ou poucos recursos. Mesmo que no primeiro momento essa economia seja pequena, ela pode ser significativa em um ano.

O que fazer se já estiver endividado

Para quem já está com boa parte do orçamento comprometido com dívidas, a recomendação é tentar negociar e pagar a conta mais cara. Como os juros impactam e muito no final da dívida, é preferível fugir das altas taxas.

Nesse sentido, você pode até optar por um crédito mais barato e trocar uma dívida cara por outra mais barata. O refinanciamento imobiliário é uma dessas opções. Esse produto financeiro tem uma das taxas mais baratas do mercado, cerca de 16,7% ao ano.

Para solicitar o refinanciamento, o interessado precisa colocar um imóvel em garantia. A partir disso, as instituições podem conceder até 60% do valor da propriedade, que poderá ser pago em 20 anos. O dinheiro tomado pode ser usado livremente pelo cliente, não apenas para o pagamento de dívidas.

Na Melhortaxa, você pode comparar as opções de refinanciamento disponíveis, para organizar o seu orçamento pessoal. Aproveite agora mesmo para fazer uma simulação e evitar gastos desnecessários!

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