Hipoteca

A hipoteca consiste em uma modalidade de crédito que conta com o imóvel como garantia. No Brasil, ela caiu em desuso, por conta da burocracia envolvida.

A hipoteca consiste em uma modalidade de crédito que conta com o imóvel como garantia. Esse produto financeiro foi criado nos Estados Unidos e por lá ainda é bastante comum. Porém, no Brasil, a hipoteca caiu em desuso, por conta da burocracia envolvida.

No lugar da hipoteca, as instituições brasileiras oferecem o empréstimo com imóvel de garantia. Apesar de semelhantes na segurança financeira, que é a propriedade, os dois créditos têm muitas diferenças entre si.

Como funciona a hipoteca americana

Nos Estados Unidos, a hipoteca (mortgage, em inglês) é um tipo de modalidade de financiamento. Se alguém deseja comprar imóvel dessa forma, a garantia será o próprio bem. Dessa forma, o título da propriedade fica no nome do credor até o término do pagamento.

Porém, no Brasil, a hipoteca tem outro significado. Aqui, não ocorria a transmissão de propriedade à instituição credora. Nessa modalidade, o indivíduo detinha o direito de alienar o imóvel para terceiros. Portanto, em caso de inadimplência, o banco tinha mais dificuldade para tomar o bem, embora continuasse com a garantia.

Além disso, para executar uma dívida de hipoteca de imóvel, o credor precisava recorrer ao poder judicial. Apenas depois de ter o saldo devedor apurado, o imóvel podia ser alienado em hasta pública. Assim que o comprador arrematasse o bem, ele ou o agente financeiro ainda precisava solicitar a desocupação da propriedade. Na prática, isso podia levar anos.

Diferença entre hipoteca e empréstimo com imóvel de garantia

Quando alguém deixa de pagar o empréstimo com imóvel de garantia, a instituição bancária pode tomar o bem com mais facilidade, sem precisar recorrer à via judicial. Por esse motivo, os bancos tendem a disponibilizar créditos com valores mais baixos, pois tem a segurança de que ele será pago.

Por outro lado, a hipoteca envolve um processo burocrático, o que fez as instituições desistirem do produto. No caso do empréstimo, o que ocorre é a alienação fiduciária. O cliente transfere a propriedade fiduciária até o encerramento do contrato. Portanto, o bem fica registrado no nome do banco, mas o consumidor continua usufruindo dele.

Se houver inadimplemento no empréstimo com imóvel de garantia, o credor poderá fazer a venda do imóvel em leilão público. Ele também tem o direito de solicitar a reintegração de posse, o que pode ser feito de maneira muito mais rápida.

Outra situação que pode ocorrer é a falência do devedor. Na modalidade de empréstimo com imóvel de garantia, o imóvel pode ser executado sem concorrer com os outros credores. Mas, na hipoteca, o bem é arrecadado, tornando-se mais uma barreira para a instituição financeira para recuperar o crédito.

Desse modo, o empréstimo com imóvel de garantia tem se mostrado mais adequado aos propósitos dos bancos do que a hipoteca. Além do mais, ele é uma alternativa mais barata para os clientes que precisam de um dinheiro a mais no orçamento.

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