O financiamento direto com a construtora possui taxas mais altas

Alienação fiduciária, tarifas diferenciadas, prazo de financiamento e índice de correção, saiba mais sobre todos os pontos acerca do financiamento direto com a construtora

O financiamento direto com a construtora é uma opção de compra de imóvel considerável para quem está com dificuldade para conseguir um empréstimo junto a um banco. Bem menos burocrático e flexível, as incorporadoras possuem um grande interesse em efetuar a venda do imóvel — facilitando, assim, em alguns pontos para o cliente.

 

Mas, afinal, sobre o financiamento direto com a construtora, como funciona? Confira o post da Melhor Taxa e entenda mais sobre essa modalidade e quais os seus prós e contras!

Saiba como funciona um financiamento direto com a construtora

Para liberar um financiamento imobiliário, a maioria das instituições financeiras buscam garantir que a operação em questão tenha o mínimo de riscos possíveis para si. Nesse sentido, o processo pode ser um tanto quanto burocrático em várias etapas. A parte de comprovar renda, por exemplo, acaba sendo um dos principais empecilhos.

 

Em tempos em que o mercado imobiliário ainda não está a todo vapor como outrora, a possibilidade de realizar um financiamento direto com a construtora para adquirir imóveis novos se torna um pouco mais atrativa. Sem a necessidade de negociar com um intermediário financeiro, a burocracia, nesse caso, é menor.

A negociação, no entanto, acaba seguindo trâmites parecidos com o financiamento imobiliário com bancos. Mais flexível, a incorporadora acaba fazendo de tudo ao seu alcance para conseguir vender um imóvel — desde que, claro, ela não saia perdendo muito com isso. Os juros, no entanto, são mais altos do que os oferecidos pelos bancos.

 

Um empréstimo imobiliário bancário possui taxas na média dos 9% ao ano, enquanto o financiamento direto com a construtora possui um mínimo de 12,68% no mesmo período. Nos dois casos há índices de correção para os valores das prestações — a Taxa Referencial (TR) na primeira opção e IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) na operação com a incorporadora.

 

Por fim, é importante o consumidor saber que, no financiamento direto com a construtora, o prazo de pagamento costuma ser bem mais enxuto — em torno de cinco a dez anos de prestações. Em um financiamento bancário, esse período chega a ser de 35 anos (420 meses).

Para quem é indicado esse tipo de financiamento?

Uma das principais diferenças se tratando de financiamento com a construtora ou banco é o interesse durante a negociação. Enquanto as instituições financeiras prezam pelo mínimo risco ao conceder um financiamento imobiliário, as incorporadoras podem acabar sendo mais flexíveis — visto o nítido interesse em concretizar a venda.

 

Portanto, para quem enfrentar resistência dos bancos na hora de adquirir um empréstimo, recorrer ao negócio direto com a construtora pode ser uma opção. Isso costuma acontecer, por exemplo, com autônomos — aos quais os trâmites de comprovação de renda são diferentes de trabalhadores registrados.

 

Quem deseja comprar um imóvel na pessoa jurídica também pode considerar a ideia de realizar um financiamento direto com a construtora. Tendo em vista que os bancos não efetuam empréstimos para empresas no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), negociar com a incorporadora pode ocasionar taxas melhores.

As desvantagens de financiar diretamente com a construtora

Como já citamos algumas vezes antes, é importante o consumidor saber que, se tratando de financiamento para apartamento na planta diretamente com a construtora, as taxas de juros são mais altas. A burocracia das instituições financeiras podem ser, de fato, cansativas, mas acabam compensando nesse ponto.

 

Além das taxas serem maiores, o fato de o prazo de pagamento ser bem menor do que em um financiamento bancário pode pesar para o consumidor. É verdade que o valor das prestações não muda durante a quitação — a amortização dessa modalidade é sempre por tabela Price —, mas, mesmo assim, elas serão mais “gordas”.

É importante saber que, em um financiamento direto com a construtora, não é possível utilizar o seu FGTS pagar as parcelas do imóvel. Caso o consumidor perca o emprego, por exemplo, e tenha a sua vida financeira abalada, o fundo de garantia concedido na carteira de trabalho não é uma opção de salvação da dívida do imóvel adquirido.

Comprei meu imóvel com a construtora mas não consigo mais arcar com os valores: o que posso fazer?

Funcionando por meio de uma alienação fiduciária, as consequências podem ser severas caso o consumidor deixe de quitar o negócio com a incorporadora. De acordo com as regras do financiamento direto com a construtora, o cliente pode realizar o pagamento do saldo devedor com recursos próprios ou um financiamento bancário.

 

Sim, é possível adquirir um empréstimo junto aos bancos para quitar a dívida restante com a construtora de imóveis. Essa opção acaba sendo mais segura do que pagar o restante das parcelas utilizando recursos próprios. Já que dificilmente uma instituição de médio a grande porte irá decretar falência, é improvável que o consumidor perca o seu imóvel.

 

Se tratando de financiamento de imóvel, o melhor a se fazer é conseguir a melhor taxa do mercado para evitar ainda mais dívidas — e isso a gente faz para você. Solicite um financiamento em nosso site e conheça o nosso serviço!

 

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