Como o mercado imobiliário vem mudando para se adaptar à crise?

Com a crise que se instaurou no setor, o comprador pode encontrar preços mais competitivos

Como efeito da crise econômica, o mercado imobiliário passou por diversas alterações e financiar um imóvel novo ou usado tem sido uma tarefa cada vez mais complicada. Se antes uma pequena entrada seguida de parcelas a juros palatáveis era suficiente para realizar o sonho da casa própria, hoje os bancos têm restringido cada vez mais o acesso ao crédito imobiliário.

No primeiro semestre deste ano, a quantidade de saques da poupança superou a de depósitos em cerca de 38 bilhões de reais. Com isso, o volume de empréstimos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SPBE), principal fonte de recursos para a aquisição e construção de imóveis sofreu uma redução de 20% em relação ao mesmo período de 2014.

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip), nos últimos 12 meses encerrados em julho, 459,3 mil imóveis foram financiados. Com o levantamento, notou-se um recuo de 15,6% em financiamentos imobiliários se comparado ao mesmo período do ano anterior.

Mas por que os depósitos em poupança têm diminuído? Por duas razões: primeiramente, o aperto no orçamento da população. A alta da inflação, aumento do desemprego e maior endividamento das famílias acabam por limitar a capacidade de investimento da população. A segunda razão é a alta da taxa de juros básica da economia, Selic, que está em 14,25% a.a. Como a taxa serve de parâmetro para o rendimento de aplicações de renda fixa, as altas contribuem com a elevação da rentabilidade de investimentos que competem com a poupança.

Responsável por cerca de 70% dos financiamentos imobiliários do país, a Caixa Econômica Federal passou a tomar sucessivas medidas para restringir o acesso ao crédito e se adequar ao novo cenário decorrente da redução da captação da poupança.

A exemplo da Caixa, outros bancos privados anunciaram elevação nas taxas e o Itaú reduziu a cota máxima de financiamento de 80% para 70% do valor do imóvel.

Construtoras passam a oferecer alternativa às restrições bancárias – Com a maior restrição por parte das instituições financeiras, as construtoras passaram a oferecer financiamento direto aos clientes. 

Embora seja uma alternativa para o comprador que não consegue ter o crédito aprovado com o banco, é importante ressaltar que as condições do financiamento direto com as construtoras não são tão favoráveis quanto às das instituições financeiras, tendo prazos menores e juros mais altos.

Agora é a hora! – Com as condições de crédito cada vez mais restritivas, esse é o momento certo para se realizar um bom negócio. Com a demanda menor, os vendedores estão mais abertos à negociação. Ainda que os juros estejam mais altos, o comprador pode conseguir um bom desconto.

Segundo dados do Secovi-SP, em junho, o número de unidades em estoque sofreu um aumento de quase 30% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Com o número elevado, as construtoras darão prioridade à venda dessas unidades antes de investirem em novos empreendimentos. Isso sugere que os preços se tornem interessantes nesse momento.

A crise também pode fazer com que proprietários coloquem seus imóveis à venda, visando a quitação de dívidas. Isso leva a uma maior oferta de imóveis usados e, consequentemente, a uma maior competitividade nos preços.

Fonte: Exame

 

Buscando financiamento imobiliário? A Melhortaxa compara as taxas das maiores instituições financeiras do país e indica a melhor opção de financiamento para seu perfil financeiro, sem cobrar nada por isso. Faça já uma simulação!

  

Veja Também