CMN intervém e BC volta a estimular crédito imobiliário no país

Conselho Monetário Nacional altera regras para empréstimo imobiliário e reduz risco de operações com bancos privados

Em um ano de crise pronunciada e diversos anúncios principalmente por parte da maior detentora da carteira de crédito imobiliário do país, Caixa Econômica Federal - responsável por 70% das concessões de empréstimo imobiliário, o clima entre os interessados em adquirir um imóvel era de incerteza. Mas o cenário promete mudar novamente com a última decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Responsável pela política monetária e de crédito do país, o CMN se encarrega da estabilidade da moeda e do desenvolvimento econômico e social. Na última semana, o órgão modificou as regras para empréstimos imobiliários com o objetivo de reduzir o risco de operações de crédito do sistema financeiro e estimular o crédito. 

Nova regra - Até então, a instituição financeira que emprestasse mais de 80% do valor de um imóvel era obrigada a manter parado em caixa o chamado "requerimento de capital", que representa 75% do valor desse empréstimo. Para operações mais caras, que não se encaixassem na classificação de varejo, a exigência subia para 100%. Ou seja, até o final da operação e o total ressarcimento do empréstimo, o banco não poderia mexer nesse dinheiro. Com a mudança do CMN, quando o cliente passar a pagar as parcelas devidamente e estiver devendo 80% do empréstimo imobiliário, o banco deve deixar apenas 35% do total do empréstimo imobilizado.

Segundo o Banco Central, com a alteração, as instituições financeiras passam a ter mais recursos livres para fornecer mais empréstimos e são estimuladas a financiarem mais de 80% do valor do imóvel. Isso também pode se refletir em uma redução de juros. 

A crise a favor do comprador - Responsável pela maior fatia do mercado de crédito imobiliário do país, a Caixa era conhecida como a única instituição financeira a liberar mais de 80% do valor do imóvel. Com as diversas alterações decorrentes da crise financeira em que o país se encontra, em maio o banco perdeu as características que o tornavam a opção mais vantajosa e passou a financiar apenas 50% do valor do imóvel. Isso possibilitou que os demais bancos pudessem disputar os clientes com taxas competitivas. 

Ainda segundo o Banco Central, as novas regras não resultam em alteração para a Caixa Econômica Federal. A decisão serve de incentivo apenas para bancos privados que operam no ramo imobiliário.

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