Vai dar entrada no imóvel? Saiba o que fazer

Valor mínimo para entrada corresponde a 10% do imóvel

O financiamento imobiliário é o aliado de boa parte dos brasileiros que querem comprar um imóvel - afinal, não é fácil dispor de um grande montante de dinheiro para pagar à vista um bem tão caro quanto uma casa ou apartamento. Apesar disso, não é sempre que os bancos aceitam financiar totalmente a compra. Com isso, botar a mão no bolso no início do negócio se torna necessário, e conseguir o dinheiro da entrada acaba se tornando um dos primeiros desafios financeiros do processo.

Se preparar para pagar a entrada de um imóvel exige planejamento e um ajuste minucioso nas finanças da família. "A fase de planejamento é a mais importante na compra de um imóvel, no sentido de evitar dissabores no futuro. E o primeiro passo é definir o valor do imóvel, partindo do pressuposto que quanto maior a entrada, menor é a prestação e a provação do financiamento", afirma Leonardo Bastos, coordenador do curso de Ciências Econômicas do Centro Universitário Newton Paiva, de Belo Horizonte.

Quanto guardar – O primeiro passo para definir quanto é preciso guardar para dar entrada em um imóvel é estimar qual a faixa de preço do bem que será comprado. Isso porque, com exceção do programa Minha Casa Minha Vida, subsidiado pelo governo federal, as linhas de crédito imobiliário do mercado estabelecem que o valor de entrada de um imóvel novo seja de pelo menos 10% do preço total do imóvel. Na prática, quem deseja comprar uma casa de R$ 300 mil precisará ter disponível pelo menos R$ 30 mil quando fechar o negócio. A entrada de um imóvel novo de R$ 400 mil seria de pelo menos R$ 40 mil e assim por diante. Essa proporção, no entanto, não é fixa. "Definindo o valor que deseja assumir como valor final do imóvel, no mínimo 15% a 20% é uma quantia razoável para dar de entrada", aconselha o professor.

Guardar dinheiro não é fácil, mas vale a pena fazer um esforço para dar uma entrada maior do que o piso estabelecido pelo banco. Isso porque quanto maior for a entrada, menor será o valor financiado e, consequentemente, menores serão as parcelas e os juros cobrados pela instituição financeira. Vale a pena, portanto, investir mais tempo, planejamento e recursos para dar um bom valor de entrada.

Como guardar? – Organizar a finanças e ter a entrada do financiamento como compromisso de longo prazo são os passos básicos para o processo. "Esse planejamento deve ser feito levando em conta reservas atuais, saldo de FGTS e quanto deve ser acumulado para chegar ao valor desejado. Em suma um planejamento financeiro familiar", explica Bastos.

São muitas as variáveis envolvidas (renda e hábitos da família, faixa de preço do imóvel a ser comprado, valor da entrada) que poderão fazer com que demore mais ou menos tempo para se chegar à quantia necessária. As regras básicas, no entanto, são as mesmas. "Juntar dinheiro é habito e perseverança, para se conquistar algo maior na frente. Logo, abrir mão de práticas de consumo supérfluas é o primeiro passo. Enxugue seu orçamento ao máximo. Preservando obviamente momentos de lazer, afinal ninguém é de ferro", diz o professor.

A poupança segue como a opção mais simples, popular e segura para guardar esse dinheiro. Sua atual taxa de rendimento, no entanto, é pouco convidativa para quem, de fato, quer ver o dinheiro render. Para isso, existem investimentos em renda fixa. "Sugiro investir em aplicações que remunerem acima da inflação, como letras do tesouro nacional ou aplicações de renda fixa mais simples, por exemplo", indica o professor.

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