Refinanciar ou não, eis a questão

Saiba em que circunstâncias o refinanciamento pode ou não ser a operação financeira mais indicada para a sua busca por capital

Precisar de dinheiro demais, dispor de crédito de menos. Esse impasse é familiar a muita gente que já precisou recorrer a um empréstimo nos moldes tradicionais mas não obteve crédito junto ao banco. Situação semelhante é a enfrentada por aqueles que já possuem um crédito em atividade, mas, no decorrer do contrato, enfrentam alguma dificuldade financeira e não conseguem manter os pagamentos em dia. Ambas as situações são complicadas, mas é possível encontrar uma saída através do refinanciamento. “O refinanciamento serve para ajudar as pessoas ou empresas que estão com seu orçamento desencaixado, e que necessitam de apoio para adequar sua vida financeira  dentro de sua realidade e receita”, explica Karen Calixto, advogada especializada em educação financeira do escritório Lombardi Advogados.

Nessa modalidade de crédito, o cliente da instituição financeira em busca de crédito coloca uma garantia concreta sobre o empréstimo, como um imóvel. Com isso, tanto o crédito pode ser faclitado quanto os valores alcançados podem ser maiores do que os aceitos em empréstimos convencionais. Mas atenção: caso os pagamentos não sejam feitos, seguindo o contrato, o banco pode tomar posse do bem colocado como garantia para quitar o pagamento. Entenda como o refinanciamento funciona e quando ele costuma ser aplicado.

Como funciona? – O refinanciamento funciona como uma “segunda chance” de conseguir crédito, ou um meio mais rápido de fazê-lo. “O refinanciamento é uma operação de home equity. Uma operação comercial onde os bancos têm como garantia a alienação fiduciária de um imóvel já quitado”, define Marcos Fontes, professor do IBE/FGV. Embora não tenha uma destinação específica, o refinanciamento costuma ser usado tanto para a compra de um novo imóvel quanto para financiamentos de veículos e pagamento de outros empréstimos pessoais.

Como a garantia do empréstimo é um imóvel, os bancos costumam liberar crédito mais facilmente, pois sabem que, caso os pagamentos não sejam realizados, ele terá seu retorno através da posse da garantia. Para a outra ponta do contrato o risco é naturalmente grande, o que cria um maior comprometimento com o negócio. Os valores financiados também costumam ser maiores do que em empréstimos convencionais.

Na hora de contratar – O planejamento financeiro de quem deseja contratar um refinanciamento deve ser minucioso, já que o risco da operação é maior do que em negócios similares. Isso significa, por exemplo, não comprometer mais do que 30% da renda mensal disponível com o pagamento das parcelas.

Calixto recomenda, além disso, cuidado quanto à elasticidade de prazo e taxa de juros. “Quem está refinanciando, normalmente, encontra-se com seu orçamento fora do que deliberadamente gostaria de experimentar em sua vida. Portanto, a taxa de juros deverá ser reduzida”, orienta. “Quanto mais parcelas, mais ele pagará para a instituição, em virtude do sistema de juros cobrado do contrato. Sendo assim, há a necessidade de cautela, objetivando adequar a parcela à uma realidade com o mínimo possível de parcelas e taxa”.

Outro quesito a ser analisado é a quantia que pode ser obtida através de um refinanciamento sem colocar em risco a segurança financeira. Em casos onde o refinanciamento não objetiva a compra de um novo bem, é possível determinar por conta própria a quantia emprestada junto ao banco. A ideia é não contratar mais do que se poderá de fato pagar, e comparar o custo final com o benefício gerado. “O interessado deve fazer uma análise de investimento e considerar os custos de contratação na taxa mínima de atratividade, ou seja, o retorno esperado do negócio. Pode ser vantajoso se a pessoa tiver um retorno maior do que a alavancagem”, afirma Fontes.

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