Quanto devo juntar para comprar uma casa?

Quanto devo dar de entrada em um imóvel? O que compõe o valor de uma parcela de financiamento imobiliário? Como calcular quanto posso pagar por um imóvel? A gente explica.

Comprar um imóvel requer uma boa dose de inteligência emocional para que uma dívida expressiva não seja adquirida por impulso. Por isso, antes de sair em busca de uma casa, é fundamental analisar sua situação financeira e definir quanto você pode pagar por um imóvel. Ainda que a quantia disponível e a previsão de orçamento não permitam que você compre o imóvel ideal, você terá a tranquilidade de saber que será capaz de quitá-lo sem problemas.

Como estipular o teto de valor dos imóveis que vou pesquisar? – "A fase de planejamento é a mais importante na compra de um imóvel, no sentido de evitar dissabores no futuro. E o primeiro passo é definir o valor do imóvel, partindo do pressuposto que quanto maior a entrada, menor é a prestação e a provação do financiamento", afirma Leonardo Bastos, coordenador do curso de Ciências Econômicas do Centro Universitário Newton Paiva, de Belo Horizonte. Para te auxiliar nesse levantamento, vamos elencar os principais pontos a serem levantados no momento de definir a faixa de preço de imóvel que você poderá pagar.

- Valor de entrada: Com exceção do programa Minha Casa Minha Vida, subsidiado pelo governo federal, as linhas de crédito imobiliário do mercado estabelecem que o valor de entrada de um imóvel novo seja de pelo menos 10% do preço total do imóvel. Ou seja, quem deseja comprar uma casa de R$ 600 mil precisará ter disponível, pelo menos, R$ 60 mil para fechar o negócio.

Guardar dinheiro não é fácil, mas vale a pena fazer um esforço para dar uma entrada maior do que o piso estabelecido pelo banco. Isso porque quanto maior for a entrada menor será o valor financiado e, consequentemente, menores serão as parcelas e os juros cobrados pela instituição financeira.

- Renda compatível com a solicitação de crédito imobiliário: Tenha em mente que a parcela do financiamento pode comprometer, no máximo, 30% da sua renda líquida. Ou seja, se nos cálculos da instituição financeira, a parcela referente ao financiamento imobiliário superar 30% da sua renda mensal disponível, você não conseguirá o empréstimo. Vale reforçar que outras dívidas são levadas em consideração no cálculo do comprometimento de renda. Por exemplo, caso você já esteja em processo de quitação de outras dívidas, o banco levará esses débitos em conta e fará o cálculo em cima da renda líquida.

- Entendendo o que compõe a parcela de um financiamento: Diferentemente do que se pensa num primeiro momento, a parcela de um financiamento imobiliário não consiste apenas em amortização e juros. Cinco itens diferentes compõem o valor da parcela de um financiamento imobiliário e é muito importante lembrar que a soma de todos eles deve representar, no máximo, 30% da renda líquida. São eles:

Todos os pontos citados acima podem auxiliar no levantamento do teto do valor de imóvel que você será capaz de arcar, em um cenário que englobe entrada e financiamento. Se a situação envolver um bem adquirido ainda na planta, outras variáveis entram na conta, como é possível ler na seguinte matéria

Após analisar as finanças, checar a disponibilidade de 10% a 20% do valor do imóvel para a entrada e se poderá utilizar 30% de renda líquida mensalmente para o pagamento das parcelas, é interessante realizar uma simulação de financiamento imobiliário, a fim de saber quanto conseguirá levantar de empréstimo. Essa medida é muito importante pois evita que você descubra, após o pagamento do valor de entrada do imóvel, que não conseguirá o valor restante com o banco.

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