Problemas com financiamento? Saiba como enfrentar

Uma situação de endividamento é desagradável, mas não precisa ser um caminho sem volta

Muitos fatores podem levar o orçamento familiar a “não fechar” no final do mês. Um imprevisto financeiro, perda de emprego, uma doença, um gasto urgente ou mesmo descuido com as finanças podem levar à falta de dinheiro para completar as contas do mês. Mas quando existe um financiamento no meio o cenário fica ainda mais complicado. Diferente de dever a fatura de um cartão de crédito ou a conta da internet, faltar com o pagamento de um financiamento tem consequências mais graves. Tanto pelo peso que a parcela de um financiamento tem no orçamento mensal quanto pelo risco de até mesmo perder o bem que se está pagando.

“As causas disso vão desde fatores surpresa até realmente ter se planejado inadequadamente e não haver reservas financeiras para realizar objetivos para os imprevistos como doenças e desemprego”, aponta Karen Calixto, advogada e coach financeiro. “Parte disso é, também, continuar consumindo sem o planejamento devido, deixando de lado seus sonhos e objetivos. Continuam contraindo parcelas, achando que irão honrá-las, mas, efetivamente não existe o planejamento”, completa.

Qualquer que seja o motivo que leva alguém a esse cenário, estar nele não é uma situação agradável. Mas não é, tampouco, algo de onde não se pode escapar. É possível negociar com a instituição bancária e reajustar os pagamentos atrasados – de preferência com planejamento.

Conheça suas contas – Prevenir é melhor do que remediar. No caso, conhecer bem suas contas antes de contrair um financiamento evita problemas no futuro. A margem de segurança indicada por especialistas é que o financiamento imobiliário corresponda, no máximo, a 20% da renda mensal da família. Tendo isso em mente, fica mais fácil ajustar as contas a fim de garantir a compra da casa própria.

O processo é longo e minucioso. “Em primeiro lugar, deve-se analisar o comportamento desta pessoa perante o consumo e, sobretudo, como ela fará para consumir de forma sustentável para realizar seus objetivos. Detectado seu objetivo de curto, médio e longo prazo, será feito um diagnóstico financeiro, o qual analisará todo o comportamento e atitudes no consumo pessoal e de família, para que assim inicie-se o processo de orçar e planejar”, explica Calixto.

Um financiamento imobiliário leva anos para ser pago, e, por isso, é um objetivo de longo prazo. É um grande comprometimento, portanto seja realista. Escolha um imóvel que caiba no seu bolso, pesquise em pelo menos três instituições e batalhe as melhores condições de pagamento. Leve em conta também a estabilidade do seu emprego ou fonte de renda para pagar as parcelas, ou mesmo a existência de uma fonte de emergência para o caso de ficar sem trabalho.

Priorize – Uma vez contratado um financiamento, o coloque como uma prioridade na sua vida financeira, junto a contas de água, luz, telefone e aluguel, por exemplo. Para tanto, Karen Calixto ressalta que, mais do que uma simples conta a pagar, esse compromisso deve simbolizar algum propósito de vida. “As parcelas são importantes? Lógico, mas, o objetivo da pessoa é mais. Pode até ser que um dos objetivos seja liquidar as dívidas, mas, para não tornar a vida tão chata e pesada, ele também poupará para outros objetivos. A vida se torna muito séria e desmotivante se só priorizar quitar dívidas”, afirma.

Negocie – Em primeiro lugar, mantenha a calma e não se desespere. É possível sair da situação de inadimplência e colocar a sua vida financeira em ordem, sem perder o bem que se está financiando. O prazo de 90 dias de atraso é o que os bancos adotam antes de tomar alguma medida legal, portanto procure a instituição antes disso.

Analise as possibilidades previstas no seu contrato - Para quem está comprando a primeira moradia é possível utilizar os recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para abater as parcelas do financiamento. Já quem possui algum outro bem pode utilizá-lo como garantia e contratar um refinanciamento.

Qualquer que seja o caso, o ideal é contatar o banco o quanto antes e buscar uma negociação da dívida. “Converse com o credor e explique que pretende pagar, mas, dentro de suas possibilidades e planejamento. Fique atento e aberto a negociações, priorize seus objetivos e verifique se as taxas estão menores e, fundamentalmente, se as parcelas cabem no seu bolso”, orienta a especialista.

No próprio contrato existem cláusulas a respeito das condições do inadimplemento, forma de execução da dívida e desocupação do imóvel. O banco irá agir dentro das possibilidades dadas pelo contrato. “As condições de cada negociação são particulares e precisam ser verificadas cada caso. Mas, no geral, as renegociações serão dentro de taxas menores, diferenciadas e prazos longos”, diz. O refinanciamento de financiamentos em atraso é feito sobre a dívida somada aos encargos moratórios do período. As opções mais utilizadas para ficar em dia com o financiamento são incorporar o saldo atrasado, os juros de mora e a multa de atraso ao saldo devedor restante, distribuído ao longo das prestações, a dilatação do prazo de pagamento e desconto nas prestações em atraso.

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