Prazos: como funcionam e como escolher?

A tentação de pagar pouco todo mês é grande. Para isso, no entanto, é preciso estender o período de financiamento. Saiba como decidir o prazo do seu financiamento imobiliário

Seja em compras no cartão de crédito até financiamentos imobiliários: a tentação de pagar pouco todo mês é muito grande. Para isso, no entanto, é preciso estender o período de financiamento. Não há, afinal, como unir no mesmo pacote parcelas pequenas e um curto período de financiamento. Pedir o maior prazo acaba sendo uma decisão “automática” para muitas pessoas, baseada no conforto financeiro e no impacto do financiamento no orçamento mensal.

É uma alternativa válida, mas é preciso analisar quanto o custo final do financiamento será impactado por uma decisão desse tipo. Em alguns casos, vale a pena se comprometer por um período mais longo. “De modo geral, quanto menos idade tiver o interessado no negócio, menor será o impacto de um financiamento em sua renda em função do tempo que possui para pagar”, afirma Leonardo Bastos, coordenador do curso de Ciências Econômicas do Centro Universitário Newton Paiva, em Minas Gerais. Em outros casos, pelo contrário, alongar a dívida em dois ou três anos faz mais diferença. Tanto financeiramente quanto para os planos de vida ou da família.

Para saber em que medida vale a pena entrar em um financiamento mais ou menos longo é preciso entender como os bancos calculam o prazo, ficar de olho na diferença entre os valores finais da mesma dívida com diferentes períodos de pagamento e saber como amenizar os efeitos dos juros no médio e longo prazo.

Juros, valor do imóvel e idade – São muitas as variáveis utilizadas pelos bancos na hora de avaliar uma proposta de financiamento, e é em função delas que será estabelecido o prazo de pagamento. “Os agentes financeiros que atuam no financiamento imobiliário usualmente fixam a data em 360 meses em função das metodologias de financiamento utilizadas no Brasil, que são o SAC e o Price”, explica o professor. Esse período, no entanto, pode ser menor, levando em conta as particularidades de cada negócio, além da disposição do contratante pagar mais ou menos por mês.

A renda comprovada do contratante é um agente limitador para o valor do imóvel, e a taxa de juros aplicada é influenciada, basicamente, pela taxa básica de juros, a Selic, fixada pelo Banco Central. “Outra variável observada é a idade do cliente. Quanto maior a idade do contratante, maior a dificuldade de se conseguir financiamento, pois o prazo de pagamento que aquela pessoa tem diminui”, diz Bastos.

Baseado nesses fatores, e seguindo um determinado sistema de amortização da dívida, os bancos chegam às propostas de financiamento e seus diferentes prazos. E tudo isso está interligado, de modo que, quanto maior for o período, mais pesados serão os juros pagos e, portanto, maior será o custo final da dívida, ao final do pagamento. Em alguns casos, dependendo do valor do imóvel, juros, prazo e taxas adicionais cobrada pelo banco, a diferença final entre um financiamento em 20 anos e um de 30 pode chegar aos seis dígitos. Também é preciso estar preparado para imprevistos que comprometam o pagamento das parcelas. “Os riscos relacionados a financiamentos longos são aquelas intempéries que podem ocorrer na vida de qualquer um, como perda do emprego e aumento da família. Neste caso, quando mais rápido se paga um imóvel financiado, melhor”, acredita.

Como escolher o prazo? – Essa decisão deve levar em conta suas finanças e projetos de vida. Jovens recém-casados e cuja carreira profissional ainda não se estabilizou podem ter mais tranquilidade aderindo a um financiamento de prazo maior. Já pessoas acima dos 35 anos de idade, com filhos, e mais consolidados profissionalmente podem achar melhor pagar parcelas maiores, se livrando mais cedo da dívida.

Mas mesmo quem entrou em um financiamento de longo prazo pode fazer com que essa dívida se torne menos onerosa com o tempo. As principais medidas para isso são dar um valor de entrada significativo, reduzindo o total financiado, e, na medida do possível, abater a dívida restante através de uma quitação. 

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