Cartão de crédito: dívida de 5 mil pode virar 27 mil em um ano

Juros de cartão de crédito chega a ser trinta e três vezes mais caro que taxa da modalidade de empréstimo mais vantajosa do mercado: refinanciamento imobiliário

Diante de uma situação financeira inesperada que inviabiliza o pagamentos das contas ao final do mês, o que você faz? Utiliza o cheque especial, recorre ao cartão de crédito ou sai em busca de um empréstimo com o banco?

Levantamento realizado pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) comprova que a escolha errada pode acarretar em uma dívida até 33 vezes mais cara do que poderia ser. Se tomarmos como exemplo uma dívida de R$ 5 mil no cartão de crédito, ao final de um ano de dívida em aberto esse valor estará em R$ 27.371,87. Isso porque, segundo dados fornecidos pelo diretor-executivo da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, ao Uol, a taxa de cartão de crédito para pessoa física sofreu a 22ª alta seguida: 442,33% ao ano, maior nível tarifário desde 1995. 

No cheque especial, também houve aumento: 305,76% ao ano, maior patamar desde 1999. A tarifa do empréstimo pessoal com financeira se encontra em 158,90% ao ano, enquanto a taxa de juros do empréstimo pessoal com banco chega a 70,17% a.a.  

“Qual a melhor alternativa para quitar minhas dívidas?” – O maior problema de quem adquire uma dívida são os juros. Há quem esteja endividado com diversas fontes e há quem possua apenas uma dívida, para ambos os casos a alternativa mais adequada para quitação de débitos é trocar as dívidas caras por uma dívida barata. “O indivíduo que se encontra endividado precisa focar em encontrar uma alternativa a juros mais baixos. Essa ação, conhecida como reestruturação de dívida, torna-se ainda mais importante quando há um acúmulo de dívidas, já que concentrar todas em uma dívida só faz com que o gasto com juros seja exponencialmente menor”, recomenda o Mestre em Finanças, Rafael Sasso.

Há quem se assuste com a ideia de fazer mais uma dívida, mas a ideia é que esta última não seja mais uma e sim a única. Uma modalidade de crédito cada vez mais utilizada no país é o refinanciamento imobiliário. Através dele é possível se livrar das altas taxas de juros visando a quitação de débitos antigos e o benefício de ainda ter algum dinheiro ao fim de cada mês.

Vantagens do refinanciamento imobiliário

1 – Taxa de juros baixa: no crédito com imóvel em garantia, você encontra índices a partir de 14,70% a.a., enquanto as taxas de empréstimo pessoal giram em torno de 70,17% a.a.

2 – Prazo de pagamento longo: até 240 meses (empréstimos pessoais solicitam a quitação da dívida em até 60 meses)

3 – Volume maior de crédito: é possível obter até 50% do valor avaliado do imóvel

4 – Liberação rápida do dinheiro: o levantamento de capital pode ser feito em média 45 dias úteis

5 – Uso livre do capital levantado: não há qualquer tipo de restrição para o uso do dinheiro

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