Aluguel: Fase do mercado pode facilitar levantamento de capital

Locatários podem aproveitar a boa fase do negócio para contratar refinanciamento

O atual panorama político e econômico do país têm afetado o mercado imobiliário de uma maneira tão forte, que esta é considerada a maior crise do setor nos últimos dezesseis anos. A fim de evitar maiores prejuízos e reaquecer o mercado, construtoras e empreendedoras passaram a oferecer descontos inéditos nas unidades para dar liquidez aos estoques de imóveis.

Crescimento no mercado de locação - Enquanto o mercado de compra e venda de imóveis vêm precisando de estímulos para se manter aquecido, o de locação vem mostrando desempenho positivo. Segundo dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP), no acumulado deste ano, o número de novas locações denota crescimento de 57,87%. 

Segundo o Índice FipeZap de Locação de outubro, o preço médio anunciado para locação por metro quadrado em 9 cidades pesquisadas (Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Santos, Porto Alegre, Campinas, Salvador, São Bernardo do Campo e Curitiba) foi de R$ 32,53/mês. A cidade com o m² mais caro foi o Rio de Janeiro (R$ 38,19/mês), seguida por São Paulo (R$ 36,32/mês). O aluguel mais barato foi em Curitiba (R$ 16,17/mês).

Aluguel como negócio - Ainda segundo o índice, a rentabilidade vem decrescendo desde 2008 (ano em que o Fipe começou a registrar as taxas anualizadas de locação); em sete anos, a queda foi de 42,5%. No último relatório, o retorno médio anualizado com aluguel foi de 4,6%, bem inferior à taxa básica de juros (Selic), de 14,25% ao ano.

A locação imobiliária é uma boa maneira de complementar a renda, mas para quem dispõe de um imóvel para alugar e ainda assim precisa de um volume maior de dinheiro, é possível tirar ainda mais proveito do negócio. Uma das modalidades de crédito em ascenção no país é o refinanciamento imobiliário. A razão do sucesso se deve à facilidade em obter até 50% do valor do imóvel, com prazo de quitação de até 20 anos, a uma taxa de 1,05% a.m.

Com o refinanciamento imobiliário, o cliente coloca uma garantia concreta sobre o empréstimo – nesse caso, o imóvel. Tendo a garantia, as instituições financeiras correm menos risco de calote e isso se reflete na taxa cobrada pela liberação de crédito e na quantia ofertada. Mas eu posso utilizar um imóvel alugado como garantia? Sim. A única diferença no processo de refinanciamento imobiliário para imóveis locados é que o locatário precisa contatar o locador para avisá-lo de que um engenheiro enviado pelo banco realizará uma vistoria no imóvel. 

Vantagem do refinanciamento para locatários - O crescimento de 57,87% no número de contratos de aluguel, segundo dados do CRECI-SP, evidencia que os locatários não terão dificuldade em encontrar locadores. Esse movimento facilita o pagamento das parcelas, já que parte do montante virá do aluguel.

Diferentemente do que ocorre em outras concessões de crédito, no refinanciamento não há qualquer tipo de restrição no uso do capital levantado. Você pode utilizar o dinheiro para investir em um negócio, na compra de um novo imóvel, realizar viagens, cursos, enfim, o uso é livre.

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